Alagoas, Quinta, 15 de Novembro de 2018
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Alagoano é único latino-americano entre os 5 artistas mais promissores do mundo em ranking de mercado

Publicado em 09 de Novembro de 2018

Ele nasceu em Maceió, vive em Recife e acaba de ser o único latino americano e brasileiro indicado em uma pesquisa internacional como um dos cinco artistas globais mais promissores da nova geração. O levantamento foi realizado pela empresa ArtTactic, com sede em Londres, que usa técnicas similares às do mercado financeiro para analisar as principais tendências do mercado de arte.

Aos 36 anos, o alagoano Jonathas de Andrade foi destaque entre os artistas mundiais da nova geração no relatório da ArtTactic ‘NextGen Artist’, realizado a pedido da corretora de seguros especializada em consultoria de risco Jardine Lloyd Thompson (JLT), que identificou e analisou a próxima geração de artistas internacionais com menos de 40 anos de idade.

Apesar de o relatório identificar os 500 principais artistas do globo (com dados sobre suas respectivas carreiras, educação, representação de galerias e presença tanto em leilões quanto nas redes sociais), o alagoano foi listado entre os cinco primeiros na lista dos “top 100” do mundo, ao lado da nigeriana Njideka Akunyili Crosby, da francesa Camille Henrot, do norte-americano  Jordan Wolfson e da polomesa Alicja Kwade.

Em 2014, Jonathas já havia sido indicado pelo Financial Times como um dos cinco nomes da nova geração de artistas brasileiros pelo jornal Financial Times.

Entre os trabalhos mais conhecidos do artista que trabalha com vídeos, fotografias e instalações que apresentam o cotidiano das cidades e seus moradores com um viés político, está o “Museu do Homem do Nordeste”, em que recrutou via anúncios em jornais trabalhadores das ruas de Recife para ilustrar cartazes do Museu – com uma exposição paralela (e crítica) ao museu homônimo criado por Gilberto Freyre em 1979 – e do estereótipo da ideia de um “homem do Nordeste”.

A mesma temática de ironia crítica às imagens que reforçam o racismo e adoçam os conflitos sociais do país pode ser encontrada em obras como “40 Nego Bom é Um Real”, em alusão ao doce popular de banana queimada do Nordeste vendido nos mercados do Recife. Por meio de serigrafias sobre madeira, gravações em acrílico e impressões (com colaboração de Silvan Kaelin), a obra “recria” a receita do doce passo a passo por meio de uma fábrica fictícia com 40 trabalhadores de uma linha de produção — colhendo as bananas no bananal, carregando trabalho para o porão, descascando, amassando, cozinhando as bananas com açúcar, encontrando o ponto exato, deixando esfriar, separando em pequenos quadradinhos e embalando em papel transparente. Em Maceió, Jonathas também capturou imagens para seu trabalho “O Clube”, com 4 fotografias do clube abandonado Alagoas Iate Clube, na Ponta Verde, espécie de referência ao destino quase trágico da arquitetura moderna nacional.

Para saber mais sobre a obra do alagoano, clique no site do artista aqui. Para baixar o relatório “NextGen Artist”, no site da JLT, clique aqui.


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