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Revista de 1938 revela quem eram os médicos, advogados e engenheiros de Maceió

Publicado em 01 de Maio de 2018

Onde encontrar os melhores médicos, advogados, engenheiros residentes na Maceió de 1938 - quando a capital não tinha sequer 90 mil habitantes e esses profissionais podiam anunciar em jornais e revistas não apenas o endereço dos seus consultórios e escritórios, como os de suas próprias residências, onde também costumavam atender seus clientes?  

Uma boa fonte é consultar a revista mensal ilustrada “Alagoas”, lançada em 1938 pela Casa Ramalho, Editora e Livraria, cujas primeiras edições estão disponíveis no Acervo Digital da Biblioteca Nacional.

Na seção intitulada “Indicador Profissional”, a revista anuncia, por exemplo, o endereço do consultório e da residência de médicos como A.C. Simões, “Especialidade: Olhos, Ouvidos, Nariz e Garganta”, que anos depois seria um dos fundadores da Faculdade de Medicina e primeiro reitor da Ufal, em 1961 (cujo campus leva seu nome). À época, o médico A.C. Simões podia ser encontrado em seu consultório no Centro, Rua Boa Vista, 131, ou em sua residência, na então Praça Dr. Jonas Montenegro, 95 – hoje chamada Praça do Centenário, no Farol, cujo telefone tinha apenas três dígitos: “606”.

Além de A. C. Simões, a seção traz nomes de outros médicos renomados conhecidos também por sua atuação intelectual como o escritor e pesquisador Abelardo Duarte, autor de obras clássicas como o “Folclore Negro das Alagoas” e um dos grandes pensadores do Estado. Também consta na lista da primeira edição o nome de Sebastião Hora, especializado em “Doenças internas e nervosas”, que teve atuação política de destaque como presidente da Aliança Nacional Libertadora em Alagoas, Ezechias da Rocha, “Clínica Médica em Geral”, que na década de 1950 seria Senador da República conhecido nacionalmente pela defesa da campanha pelo petróleo. Na terceira edição da revista, aparece o nome do médico Ib Gatto Falcão, que ocuparia uma série de secretarias e cargos no Estado onde foi responsável pela criação do Hospital José Carneiro, pela Maternidade Santa Mónica, Cepa, pelo Hospital do Açúcar, pelo Cepa e de uma série de outras instituições que ainda hoje marcam o panorama do Estado. O grande folclorista até então mais conhecido como “parteiro e médico de crianças” Téo Brandão também é divulgado na seção, assim como outros pioneiros da Medicina em Alagoas como Rodrigo Ramalho, Jacques Azevedo, Neves Pinto, Togo Falcão, Reynaldo Gama, Edgar Falcão, Aníbal Sarmento. Entre os advogados, aparecem nomes como o de Rui Palmeira, avô do atual prefeito Rui Palmeira que chegou ao Senado, mas então ainda atendia seus clientes em escritório na Rua do Comércio e na residência na Pajuçara, na Rua Jangadeiros Alagoanos, além de outros advogados ilustres na época como Floriano Ivo, Afrânio Lages, Emílio de Maia, Artur Acioli. Engenheiros, como Flávio Rocha, especializado na tendência à época moderna de trabalhos em concreto armado, também marcavam presença na publicação.

Quem quiser ler não apenas anúncios profissionais como outras páginas da revista, que contava com colaboradores de peso como Manuel Diegues Júnior, Téo Brandão e o jovem Ledo Ivo, pode clicar no site da Hemeroteca da Biblioteca Nacional aqui.


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