Como Vinicius Palmeira mudou o cardápio cultural de Maceió

Publicado em 31 de Dezembro de 2013

Você já deve ter percebido a diferença.

Aniversário de Maceió com Hermeto Pascoal e Djavan. Atração natalina com Orquestra Sinfônica e Quinteto Violado. Réveillon com Moraes Moreira, Wado, Jair Rodrigues, Edson Gomes, entre outros. E, em breve, Festival de Verão com Lenine, Ivan Lins, Arnaldo Antunes, Cidade Negra, entre outras atrações nacionais dividindo o palco com diversos artistas alagoanos.

Desde que assumiu a presidência da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), o produtor Vinicius Palmeira tem apostado alto na requalificação das atrações culturais da cidade.

A mudança de estilo começou pela própria escolha da equipe. Com novas diretorias na FMAC formadas por profissionais como Marcos Sampaio (o Marcão, do CineArte, diretor de Políticas Culturais), Keyler Simões (diretor de Produção Cultural), Flavia Chasan (diretora de projetos culturais), entre outros, Palmeira conseguiu dar para a Cultura de Maceió em apenas um ano uma visibilidade que as gestões passadas não conseguiram em vários. Quando, nos primeiros dias de gestão, a equipe saiu do gabinete para ouvir o que os agentes culturais da cidade pensavam sobre as prioridades da área, o novo estilo foi logo percebido. Em um segmento conhecido por intrigas e disputas de egos, a abordagem apaziguou ânimos e conseguiu comprometer boa parte dos artistas e agentes culturais locais.

É claro que não foi apenas esse diálogo que permitiu trazer para Maceió artistas de peso e abrir novos editais com recursos destinados a projetos locais. Com carta branca do Prefeito Rui Palmeira, de quem é parente, o presidente da FMAC quase triplicou o orçamento da cultura do Município, que pulou de menos de três milhões na última gestão de Cícero Almeida para quase oito milhões em 2013 (incluindo a programação do Festival de Verão).  

“Nossa meta é inserir Maceió no Sistema Nacional de Cultura, que exige a aplicação de 1,5% dos recursos do Município em ações na área”, diz Vinicius Palmeira. “Essa inserção é essencial para Maceió poder captar mais recursos e se integrar a programas do Ministério da Cultura”, explica o presidente da FMAC, que já ocupou uma diretoria no Ministério na gestão de Juca Ferreira.

Aos 52 anos, formado em Economia com pós-graduação em Planejamento Governamental, Vinicius Palmeira foi executivo por dez anos no Grupo Losango de Financiamento, no Rio de Janeiro, onde descobriu sua vocação como produtor cultural ao gerir parcerias da empresa na área. Desde que voltou a Alagoas, já foi secretário adjunto de Cultura de Maceió, na gestão Kátia Born, diretor de Ação Cultural no governo Ronaldo Lessa, diretor de programas integrados do Ministério da Cultura até assumir, em 2013, a presidência da FMAC.



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