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Novo ranking fará AL subir à “2ª divisão” de Estados em melhor situação financeira; entenda

Publicado em 23 de Jun de 2017

Desde que o Tesouro Nacional passou a ranquear em 2010 o risco de crédito dos Estados com classificações que vão de "A+" a "D-", Alagoas manteve-se sempre na lanterninha – subindo apenas recentemente, após enorme esforço fiscal, para a "terceira divisão" com nota "C-".

Apesar da melhora na classificação, como o Tesouro Nacional só dá aval para empréstimos aos Estados com classificação a partir de "B", Alagoas permaneceu fora da zona de Estados autorizados a buscar recursos com juros menores.   

Mas isso deve mudar no segundo semestre.

Uma nova metodologia na avaliação de crédito colocada em consulta pública pelo Tesouro Nacional deve fazer com que Alagoas salte da terceira para a segunda divisão entre Estados com a melhor situação financeira do país - alcançando a nota B.

Com expectativa de ser aprovada ainda no segundo semestre deste ano, a nova metodologia beneficiaria Alagoas e capitais como São Paulo por levar em conta mais a capacidade e fluxo de caixa do que o tamanho e peso da dívida.

“A nova metodologia reconhece o esforço fiscal dos Estados em vez de olhar apenas para o passado”, diz o secretário Estadual da Fazenda de Alagoas, George Santoro. Santoro lembra que a maioria das instituições financeiras independentes já classifica Alagoas como “B”. “Ainda assim, sem a classificação oficial do Tesouro, não temos aval para buscar recursos em condições mais favoráveis”, diz o secretário.

Apesar de a nova metodologia ter sido desenvolvida com suporte do Banco Mundial e ser elogiada por simplificar a classificação, alguns economistas ainda acreditam que o novo método em consulta pública pode sofrer ajustes. Na visão desses analistas, enquanto a classificação vigente tem foco excessivo no chamado estoque da dívida, o que está em vias de aprovação foi na direção contrária e conferiu muito pouco peso ao tamanho do débito.

Ainda assim, fontes do Ministério Fazenda ouvidos por AGENDA A reconhecem de fato que o recente esforço fiscal colocou Alagoas em outro patamar e que tudo indica que a classificação do Estado será de fato elevada ainda este ano.

Agora, resta saber se Alagoas não apenas subirá de divisão, como se conseguirá manter-se lá – já que qualquer melhora no indicador fiscal gera quase automaticamente novas pressões por gastos. 



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