Alagoas, Quarta, 26 de Jun de 2019
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Livro narra encontros de alagoanos com personalidades como Freud, Jung e até o Rei da Inglaterra

Publicado em 27 de Fevereiro de 2019

O procurador do Estado e professor universitário de Direito Administrativo Fábio Lins tem duas grandes paixões: a escrita e seu Estado, Alagoas.

Após escrever livros sobre Direito Administrativo e o mais recente sobre “Graciliano Ramos e Administração Pública”, Lins uniu com mais liberdade as duas paixões em seu primeiro livro de crônicas: Atrevidos Caetés – 50 encontros entre alagoanos e personalidades mundiais, publicado pela Editora Viva, com lançamento previsto para o próximo dia 21 de março.

Entre os “50 encontros” (alguns, pessoais, outros, por correspondência, outros apenas por “inspiração”), o livro narra, por exemplo, a troca de ideias e amizade entre a psiquiatra Nise da Silveira e o grande psicanalista suiço Carl Jung. A correspondência entre o médico Arthur Ramos, nascido no Pilar, com o pai da psicanálise, Sigmund Freud. O encontro de músicos como Hermeto Pascoal e a lenda do Jazz, Miles Davis. A parceria entre o cantor e compositor Jararaca com Carmem Miranda. O duo entre Djavan e Stevie Wonder. Na política, narra o encontro do jornalista Audálio Dantas com Fidel Castro, do repórter Arnon de Mello com o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt e até da parceria boêmia, em Londres, de Francisco Inácio de Carvalho Moreira, embaixador brasileiro em Londres e mais tarde Barão de Penedo, com o então Príncipe de Gales e futuro rei da Inglaterra Eduardo VII.

Ainda que, em algumas passagens, a escrita de Fábio Lins transborde para certo ufanismo, o excesso não torna menos interessante o livro que tem a missão clara de resgatar e reconhecer trajetória de grandes personalidades do Estado. Esse seria o caso, por exemplo, da relação entre o pensador político alagoano Tavares Bastos e o federalista James Madison, quarto presidente norte-americano. Apesar de nunca se encontrarem (até porque, como o autor destaca, Madison morrera três anos antes do nascimento do alagoano), Fábio usa a influência do americano como meio de divulgar a obra do alagoano.

“Não escrevi o livro com a pretensão de uma rigorosa pesquisa histórica, mas com o desejo de que os alagoanos conheçam e valorizem mais a vida e a carreira de conterrâneos que, na maioria das vezes, são lembrados apenas superficialmente como nomes de ruas e praças no Estado”, diz o autor do livro, cuja bela capa e projeto gráfico é assinado pelo designer alagoano Fernando Rizzotto.

Além de resgatar nomes como Ladislau Neto (cientista que dirigiu o Museu Nacional), Costa Rego (jornalista e ex-governador do Estado) e Pedro Aurélio de Góes Monteiro (ex-chefe do Estado-Maior do Exército no Governo Vargas), Fábio Lins recupera também a trajetória de nomes ainda pouco lembrados no Estado como do matemático Manfredo do Carmo, falecido ano passado (veja reportagem aqui), assim como do pioneiro da Química no Brasil Freitas Machado, primeiro diretor da Escola Nacional de Química (atual Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro).  

A partir do próximo sábado (2), AGENDA A dará início a uma série de postagens semanal com exclusividade de uma seleção de encontros do livro. A primeira delas, na véspera de Carnaval, será, claro, sobre encontro do músico e compositor alagoano Jararaca (da dupla Jararaca e Ratinho) com Carmen Miranda.

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