Cineasta alagoano é eleito o novo imortal da Academia Brasileira de Letras

Publicado em 30 de Agosto de 2018

O cineasta alagoano Cacá Diegues é o novo imortal a ocupar a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

De acordo com o jornal O Globo, em eleição realizada nesta quinta-feira, ele superou nomes como o da escritora Conceição Evaristo e do editor e historiador de arte Pedro Corrêa do Lago e recebeu 22 votos. Participaram da eleição 24 acadêmicos presentes e 11 por cartas (três não votaram por motivo de saúde).

“O reconhecimento não é apenas merecido, como ainda é mais importante para Alagoas que volta a ter um ocupante de peso na Academia desde a morte do escritor Ledo Ivo”, diz o esritor Carlito Lima, que homenageou Cacá Diegies em uma das edições da Festa Literária de Marechal Deodoro. “Além do trabalho como cineasta, nunca é demais lembrar que Cacá Diegues é um grande escritor não apenas pelos roteiros de filmes, como pelos livros publicados e crônicas semanais em jornais como O Globo”. 

A cadeira 7 já foi ocupada por nomes como o do escritor Euclides da Cunha, pelo fundador da ABL, Valentim Magalhães - e  estava aberta desde a morte do também cineasta Nelson Pereira dos Santos, em abril.

Diretor de “Bye Bye Brasil” (1980) e “Xica da Silva” (1976), Cacá Diegues era amigo de Nelson Pereira dos Santos e publicou livros como “Ideias e Imagens”, de 1988, e “Vida de Cinema”, sobre o Cinema Novo, e “Todo Domingo”, uma coletânea de seus textos publicados semanalmente em O Globo.

Em novembro de 2017, o cineasta radicado no Rio veio a Maceió para receber o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), proposta pelo professor Edson Bezerra. 

Veja matéria com mais detalhes sobre a eleição no site de O Globo aqui.



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