Greve de jornalistas de Alagoas já começa a impactar mercado anunciante; entenda

Publicado em 01 de Jul de 2019

Uma semana após o início da greve dos jornalistas alagoanos, deflagrada na terça passada, 25, contra a proposta de redução de 40% do piso salarial apresentada pela Organização Arnon de Mello, Pajuçara Sistema de Comunicação e TV Ponta Verde, o mercado anunciante começa a acender o sinal amarelo quanto à readequação de contratos e de horários de inserção na grade das emissoras.

De acordo com representantes de três agências de publicidade no Estado (que pediram para não se identificar), o setor inicialmente mais afetado é o de merchandising (em que o próprio apresentador faz o anúncio do produto), já que muitos âncoras de programas que fazem o merchand aderiram à paralisação que já conta, segundo os grevistas, com mais de 90% de adesão dos profissionais das três maiores emissoras do Estado.

Quanto aos anúncios na grade dos telejornais tradicionais, a preocupação das agências está em readequar as campanhas para outros horários, já que não há como medir o impacto da greve na audiência.

Como em Alagoas não há medição de audiência televisiva em tempo real (as pesquisas de Ibope são realizadas com base em uma amostra pontual de alguns dias no ano), as agências locais não contam com dados precisos para aferir o efeito da greve no volume de espectadores.

Ainda assim, os entrevistados são unânimes em um ponto: independentemente do desfecho, a greve expõe ainda mais a crise dos modelos de gestão dos grupos tradicionais de mídia para se adaptarem ao novos tempos do mercado de distribuição de conteúdo digital.



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