Marca de óleo de coco de AL lidera mercado brasileiro, chega à Europa e agora quer entrar nos EUA

Publicado em 26 de Jul de 2017

Quando o engenheiro carioca Hélcio Oliveira vendeu um apartamento quarto e sala no Rio de Janeiro em 1998 para adquirir 20% de uma pequena fábrica de coco ralado desidratado para panificação, em Maceió, o óleo de coco no Brasil ainda não era vendido como ingrediente alimentar e era apenas conhecido como insumo para fabricação de sabão.

Quase 20 anos depois, a Copra, empresa com sede no Tabuleiro, tornou-se a marca líder de óleo de coco no mercado brasileiro com presença não apenas nas grandes redes de varejo do sudeste como Pão de Açúcar e Carrefour, como já exporta para América do Sul, Espanha e, se tudo der certo, entrará em breve no competitivo mercado dos Estados Unidos.

“Apostamos no produto certo no momento certo”, diz Hélcio que, após a desistência dos sócios, em 2005, tornou-se o único dono do negócio. A grande guinada da fábrica, contudo, se daria apenas dois anos depois, quando a filha de um paciente do médico carioca Sérgio Puppin, cardiologista e nutrólogo, ligou para Hélcio em busca do ingrediente recomendado pelo médico para a dieta do pai. “Até então, não conhecia a demanda pelo produto e logo comecei a buscar mais informações sobre como adaptar nossa fábrica para produzí-lo”, diz Hélcio. “Ainda em 2007, iniciamos uma produção em pequena escala e fomos, por meio de parcerias com pesquisadores da UFRJ, desenvolvendo novas linhas de produto”.

Com o crescimento da demanda por alimentos saudáveis via redes especializadas e em seções de grandes redes de varejo, a Copra apostou nesse nicho e se tornou pioneira na abertura do mercado do óleo de coco no país com investimentos em marketing e inovação. E foi exatamente após a divulgação de uma pesquisa sobre os benefícios do óleo do coco no Globo Repórter em 2011 que o produto ganhou projeção, alavancando a marca pioneira  que logo se tornou líder em seu segmento, com fatia estimada hoje em 50% do mercado de óleo de coco no país.

Apesar de o empresário não divulgar seu atual volume de produção, a Copra recentemente triplicou sua planta no Tabuleiro e hoje emprega cerca de 350 pessoas – contra apenas 25 na abertura da fábrica em 1999. Com a concessão de um terreno na cidade de Messias, na Zona da Mata do Estado, a empresa estuda a transferência de parte da planta e expansão da produção nos próximos anos.

Com presença no Uruguai, Paraguai, Chile e Espanha, a marca alagoana se prepara agora para entrar no competitivo mercado norte-americano. “Queremos exportar para os Estados Unidos já em 2018”, diz Hélcio, o mesmo ano em que ele completará 20 anos da decisão da venda do quarto e sala no Rio para investir em Alagoas.



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