Após vexame, agências alagoanas reveem campanhas vinculadas à Copa

Publicado em 09 de Jul de 2014

Empresas e agências de propaganda sabem dos riscos envolvidos na vinculação de suas marcas à torcida pela seleção durante a Copa - em meio ao clima de previsão de protestos que antecipou a Copa no Brasil, essa cautela foi ainda maior. Mas, como nem os mais pessimistas podiam prever a desastrosa derrota de 7 X 1 para Alemanha em uma semifinal, empresários e agências do Brasil e de Alagoas acordaram mais cedo nesta quarta-feira para reprogramar campanhas e eventos associados ao mundial.

“O risco da derrota está sempre presente, mas o sentimento de vergonha despertado pelo resultado da partida de ontem potencializou a recepção negativa diante de qualquer campanha associada à torcida pela seleção”, diz Igor Mêda, diretor de atendimento da Tengu Propaganda, que atende marcas como o Maikai e o Jatiúca Hotéis e Resorts, que desenvolveram campanhas e programação especial para os jogos. “Alguns clientes, como o Jatiúca, já decidiram suspender qualquer programação associada ao evento”, diz o publicitário.  

Para o publicitário Almir Lira, sócio da LiraPub Comunicação, que atende clientes como o Palato e a Abys Calçados, os danos provocados pela derrota só não foram maiores em função das estratégias preventivas traçadas pela agência. “No caso do Palato, por exemplo, desde cedo decidimos traçar uma estratégia voltada para o evento e não para a seleção, incluindo ações como brindes de pôsteres de todas as seleções que já foram campeãs, inclusive a Alemanha”, diz o publicitário. “Essa estratégia dá flexibilidade inclusive para ações específicas em pontos de venda como promoções de cerveja alemã, por exemplo, caso a seleção venha a enfrentar a Argentina na final”.



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