João Kepler: 'Startups alagoanas já saíram do campo das ideias'

Publicado em 03 de Fevereiro de 2014

A sétima edição da Campus Party terminou nesse domingo (2) com um saldo positivo para as startups alagoanas que participaram do evento. Cinco empresas foram selecionadas para expor seus serviços no Startup and Makers Camp – local onde puderam vender e buscar financiamentos para seus projetos. Leia mais

Para trazer um resumo do que foi destaque no evento, a AGENDA A entrevistou o investidor anjo João Kepler (conselheiro norte-nordeste da Anjos do Brasil) que chama atenção para o amadurecimento das startups alagoanas. “Elas saíram do campo das ideias, desenvolveram seus projetos e agora estão com seus produtos nas ruas, com boas vendas e gerando lucro de verdade”, diz.

 

Das mais de 200 empresas participantes da Startup and Makers, da Campus Party, quais lhe chamaram mais a atenção?

A Pay Parking (ES), que resolve o problema de estacionamento nos shoppings, por exemplo. Não é preciso enfrentar fila nos guichês para pagar o ticket, sendo possível fazer isso por aplicativo. Também merece destaque a Beved, plataforma de educação online, com treinamentos informais.  [Saiba mais]

Quais startups alagoanas se destacaram nessa edição?

A TraktoPro recebeu muita atenção por resolver um problema da economia criativa, já que permite ao profissional deste ramo fazer orçamentos de forma simples por meio de um aplicativo com design incrível. Também foi sucesso a Hand Talk, cuja solução para converter textos de um site para a linguagem de libras conseguiu atrair compradores. Apesar de não estar presente fisicamente, de selecionada, a alagoana CrowdMobi também foi muito citada em palestras, principalmente como um caso “pivot”, já que reposicionou seu foco. Nasceu como um aplicativo voltado para as operadoras de telefonia e foi redirecionada para o usuário. Com essa mudança, eles conseguiram subir de 15 para 75 mil usuários em quatro dias da semana passada e se tornaram uma espécie de “waze” das operadoras.

O que mudou de um ano para cá no cenário das startups alagoanas?

Este ano, as empresas ganharam consistência, não ficaram apenas nos projetos. Elas conquistaram notoriedade e estão com os seus produtos na rua, vendendo e ganhando dinheiro. Enfim, saíram do campo das ideias e já estão gerando dinheiro de verdade.

Quais foram os agentes dessa mudança?

Tudo começou com o secretário Eduardo Setton [Ciência e Tecnologia] que deu credibilidade aos empreendedores e abriu espaço para que os meninos falassem. Por isso, costumo dizer que Alagoas agora tem porta USB. Também tem o fato de eu ser conselheiro Norte Nordeste da Anjos Brasil e, recentemente, ter sido premiado como uma das personalidades de destaque por empreendedores da área – o que acaba atraindo atenção para Alagoas. Enfim, o governo e a academia fizeram sua parte, assim como as incubadoras, aceleradoras, investidores e as próprias startups que, alem de realizarem trabalhos incríveis, mantêm uma postura de humildade para aceitar apoio, investimentos e críticas.

 



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