Cinema alagoano receberá maior investimento da história via Prefeitura de Maceió e Ancine

Publicado em 24 de Setembro de 2018

A tarde de sábado (22) do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro tem tudo para se transformar em um marco na história do cinema e do audiovisual alagoano.

Além de Alagoas ter conseguido um espaço inédito no concorrido Festival para apresentar uma amostra da safra recente do cinema alagoano, a Prefeitura de Maceió, aproveitando o programa de editais deste ano da Agência Nacional de Cinema (Ancine, que aportará cinco vezes o valor do que for investido localmente), anunciou investimento de um milhão de reais no setor – que representarão, ao todo, R$ 6 milhões, maior soma já investida na história do cinema alagoano.

“Além da responsabilidade da atual gestão para aproveitarmos a contrapartida recorde de investimento da Ancine este ano, a prefeitura tem consciência do impacto do setor na chamada cadeia da economia criativa e na projeção que o audiovisual dá aos nossos talentos, cultura e identidade”, disse o presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMAC), Vinícius Palmeira, que anunciou o valor em Brasília no debate “Experiências Regionais de Fomento ao Audiovisual”.  

Já o representante da Secretaria Estadual da Cultura, Paulo Poeta, que também apresentou no Festival um panorama do fomento no Estado (como a recente da Lei de Incentivo à Cultura), não quis adiantar o valor que o Estado investirá este ano, mas disse que o Governo tem sido sensível ao setor e deve manter o mesmo patamar de investimentos – como, em 2016, o Estado investiu R$1 milhão que se transformou em R$ 3 milhões via parceria da Ancine, o mesmo valor viraria R$ 6 milhões com as novas regras de contrapartida da Agência.

“O anúncio do investimento da prefeitura aqui no Festival de Brasília é, sem dúvida, um marco para a produção audiovisual em Alagoas”, diz Felipe Guimarães, integrante do Fórum Setorial do Audiovisual Alagoano e sócio da produtora La Ursa. “Esperamos que o Estado também aproveite a chance da contrapartida recorde da Ancine para aumentar os investimentos no setor”.

Para Guimarães, assim como outros representantes do audiovisual alagoano presentes em Brasília, o desafio do setor é garantir a continuidade e previsibilidade de investimentos por meio da implementação de políticas locais que consolidem a cadeia produtiva do segmento, assim como se deu em Estados vizinhos como Pernambuco, por exemplo, cujo aporte em editais de cinema somente ano passado ultrapassou a casa dos R$ 50 milhões. 

Em seguida ao debate realizado no Espaço Cultural Renato Russo, quatro curtas alagoanos foram exibidos na sessão chamada “Mostra Sururu”: Avalanche, dirigido por Leandro Alves, Trem Baiano, dirigido por Claudemir Silva e Robson Cavalcante, Teresa, dirigido por Nivaldo Vasconcelos e As Melhores Noites de Veroni, de Ulisses Arthur - este último selecionado na mostra competitiva do Festival ano passado.



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